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Terence Stamp, icônico ator de Superman, morre aos 87 anos
O ator britânico Terence Stamp, conhecido mundialmente por interpretar o vilão General Zod em vários filmes da franquia Superman, faleceu aos 87 anos, conforme anunciado por sua família neste domingo (17). Stamp teve uma carreira que se estendeu por sete décadas, iniciando com seu papel principal em Billy Budd, filme que lhe rendeu o Globo de Ouro de Melhor Estrela Revelação e indicações ao Oscar e ao BAFTA em 1962.
Stamp destacou-se em filmes como Modesty Blaise e Far from the Madding Crowd, mas enfrentou uma diminuição em papéis principais no final dos anos 1960. Em entrevista, ele mencionou que, durante esse período, passou a se ver como um ator de personagens, o que o ajudou a aceitar o papel de General Zod nos filmes de Superman de 1978 e 1980, sem sentir-se constrangido por interpretar um vilão. Sua família pediu privacidade neste momento de luto.
Líderes europeus acompanham Zelensky em reunião decisiva com Donald Trump
Às vésperas de um encontro crucial na Casa Branca, o presidente ucraniano Volodymyr Zelensky será acompanhado por líderes europeus, incluindo o primeiro-ministro britânico Sir Keir Starmer, o presidente francês Emmanuel Macron, a presidente da Comissão Europeia Ursula von der Leyen, o chanceler alemão Friedrich Merz, e o primeiro-ministro italiano Giorgia Meloni. A reunião visa discutir os próximos passos após o encontro de Donald Trump com Vladimir Putin no Alasca.
O foco principal é a proposta dos EUA de garantir a segurança da Ucrânia por meio de um mecanismo semelhante ao Artigo 5 da OTAN, que prevê defesa coletiva, embora a Ucrânia não se tornaria membro oficial da aliança. O enviado especial americano Steve Witkoff qualificou a aceitação russa dessa garantia como “transformadora”. Zelensky enfatizou a necessidade de garantias práticas para proteção aérea, terrestre e marítima da Ucrânia, além de insistir que qualquer discussão sobre concessões territoriais deve incluir a Ucrânia e ocorrer em formato trilateral com EUA e Rússia.
Estados Unidos e aliados preparam garantias de segurança para Ucrânia
Em reunião virtual da “Coalizão dos Dispostos”, representantes de países europeus e aliados como Japão, Canadá, Noruega e Albânia discutiram a importância de garantir segurança robusta à Ucrânia. A presidente da Comissão Europeia, Ursula von der Leyen, ressaltou que a defesa da Europa é responsabilidade prioritária da União Europeia, que está intensificando sua capacidade militar.
O secretário de Estado dos EUA, Marco Rubio, afirmou que o fim do conflito exigirá concessões de ambos os lados e que as negociações são complexas devido às divergências profundas. Ele destacou que a Ucrânia tem direito soberano de formar alianças de segurança para proteger seu território e que os detalhes das garantias coletivas ainda precisam ser desenvolvidos. Rubio também mencionou que sanções adicionais contra a Rússia podem ser impostas caso as negociações fracassem, mas alertou que medidas prematuras podem inviabilizar os diálogos.
Diplomacia entre Trump e Putin não resultou em cessar-fogo imediato na Ucrânia
Após a reunião de três horas no Alasca entre Donald Trump e Vladimir Putin, não houve acordo formal de cessar-fogo no conflito ucraniano. Putin manteve a exigência de que a Ucrânia ceda territórios, incluindo áreas do Donetsk, além de demandas sobre o status da língua russa e da Igreja Ortodoxa Russa. Trump declarou que o encontro foi positivo e que avançaram em alguns conceitos para futuras negociações, mas admitiu que o cessar-fogo não foi obtido.
Especialistas e políticos americanos, como a ex-assessora Fiona Hill e o congressista Jason Crow, criticaram a postura do governo Trump, apontando que a reunião teve uma forte conotação simbólica favorecendo Putin e que a diplomacia deve ser acompanhada de pressão econômica, isolamento político e apoio militar à Ucrânia para forçar avanços reais. A sequência das negociações está marcada para uma reunião em Washington com Zelensky e líderes europeus.
Crise humanitária em Gaza agrava-se com aumento de mortes por fome
Na Faixa de Gaza, a situação humanitária se deteriora com o aumento do número de mortes por fome, que já alcança 250 pessoas, incluindo 110 crianças, segundo o Ministério da Saúde controlado pelo Hamas. José Andrés, fundador da organização World Central Kitchen, que atua na região, relatou em entrevista que a ajuda alimentar é insuficiente para a população de cerca de 2 milhões de habitantes.
Apesar do bloqueio ter sido oficialmente suspenso, o fluxo de alimentos e combustíveis ainda é limitado, dificultando a ampliação da produção de refeições, que atualmente atende apenas cerca de 10% da demanda. Andrés ressaltou a necessidade de garantir a passagem contínua de caminhões e acesso seguro para as organizações humanitárias, visando evitar que a população precise percorrer longas distâncias em busca de comida.
Estados Unidos suspendem emissão de vistos para palestinos de Gaza por suspeita de vínculos com Hamas
O Departamento de Estado dos EUA anunciou a suspensão temporária da emissão de vistos para palestinos da Faixa de Gaza que buscam tratamento médico nos Estados Unidos. A medida visa reavaliar o processo de concessão de vistos após denúncias de que algumas organizações facilitadoras teriam ligações com o grupo Hamas, classificado como terrorista pelos EUA.
O secretário de Estado Marco Rubio afirmou que a decisão inclui não apenas as crianças, mas também os adultos acompanhantes, e que o governo americano não pretende colaborar com entidades que tenham vínculos ou simpatias com o Hamas. A suspensão gerou críticas e questionamentos no Congresso, com membros buscando maior transparência e fiscalização.